ALBA aprova reajuste
salarial de professores da rede pública estadual
Em sessão extraordinária realizada na tarde deste sábado (2), a
Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou o Projeto de Lei n° 24.464/2022,
que reajusta os salários dos professores e coordenadores pedagógicos da rede
pública estadual de educação. O texto, de autoria do Poder Executivo, tem como
objetivo reestruturar os vencimentos, a partir de 1° de março de 2022,
cumprindo o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) estabelecido para os
profissionais do magistério público da educação básica.
A proposta foi aprovada por unanimidade após acordo entre as bancadas da
Maioria e da Minoria. O relator, deputado Robinson Almeida (PT), fez a leitura
do seu parecer opinando pela aprovação da matéria, com uma emenda em que
estabeleceu a validade do reajuste a partir de 1º de março.
Os deputados Bira Corôa (PT) e Hilton Coelho (Psol) subiram à tribuna
para destacar a necessidade de se conceder a adequação salarial também para os
professores indígenas, grupo que não foi contemplado pelo projeto. Em sua
intervenção, Hilton disse ter sugerido três emendas quando a matéria se
encontrava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas que não foram
acolhidas. “Esse é um projeto da maior importância e tem o meu apoio para
aprovação, porque atende uma parte da categoria. No entanto, ele tem problema
estrutural. Assim, sugeri três emendas que tinham como objetivo a concessão do reajuste
a todos os níveis da carreira de professor, a retroatividade a janeiro de 2022
e o alinhamento automático dos coordenadores pedagógicos dos níveis 1 e 2 para
o nível 3, de forma a serem contemplados pelo reajuste”, explicou.
Bira Corôa também defendeu o debate para que todos os professores sejam
contemplados com o reajuste, e manifestou seu voto favorável ao texto. “É
importante mencionar que a Bahia foi o primeiro estado a ter regulamentação da
carreira do professor indígena. Nesse sentido, luto para que os docentes
indígenas tenham seus salários equiparados ao piso nacional”, afirmou.
O líder da bancada da Maioria, deputado Rosemberg Pinto (PT), argumentou
que os professores indígenas serão contemplados em outro projeto de lei. “Esse
texto que está em discussão é para atualizar o piso dos professores em relação
ao que foi votado no Congresso Nacional. Há outro projeto que já foi
encaminhado pelo governo e que versa sobre essa temática e abrange os
professores indígenas”, informou o parlamentar durante a sessão realizada de
forma mista (presencial e virtual).
O deputado Soldado Prisco (PSC) também manifestou voto a favor da
adequação salarial dos professores ao piso nacional, mas fez ressalvas. “A
matéria não está adequando da forma correta. Aumenta a remuneração somente para
o início da carreira, os demais níveis não são contemplados”, disse. O deputado
Tiago Correia (PSDB) também informou sua concordância com a aprovação do texto
devido a importância do seu conteúdo e destacou o apoio da bancada da Minoria
na apreciação da iniciativa.
TÍTULO DE CIDADÃ BAIANA — Após a
apreciação do texto oriundo do Executivo, os parlamentares aprovaram também a
concessão do Título de Cidadã Baiana à juíza federal Cyntia de Araújo Lima
Lopes. O Projeto de Resolução nº 3004/2022, de iniciativa da Mesa Diretora,
teve como relator o deputado Tiago Correia e foi aprovado por unanimidade. “Uma
magistrada que tão bem desempenhou sua função durante vários anos no nosso
Estado, contribuindo para o acesso à Justiça para milhares de cidadãos baianos.
Nada mais justo do que essa Casa conceder esse título”, enfatizou o relator.
Ainda durante a sessão, parlamentares manifestaram votos de boas-vindas
ao deputado Leo Prates (PDT), que esteve licenciado do mandato durante quase
três anos para estar à frente da Secretaria de Saúde de Salvador. O presidente
da ALBA, Adolfo Menezes (PSD), e o deputado Eduardo Salles, líder do PP,
estiveram entre os que acenaram ao pedetista em seu retorno.
fonte: alba
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